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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Velocidade repleta de perigo

Por: Almir Moreira

Drive é um filme de ação dirigido pelo dinamarquês Nicolas Winding Refn. A história da produção é baseada na vida de um dublê de Hollywood que trabalha à noite como motorista de criminosos, e que posteriormente sua vida corre perigos. O ator Ryan Gosling conseguiu o papel principal como motorista dublê. O elenco da produção também conta com Carey Mulligan, Ron Perlman, Bryan Cranston, Albert Brooks, Christina Hendricks e Oscar Issac.  O filme foi lançado em Setembro de 2011.

O filme conta a história de Driver, um dublê de filmes durante o dia e motorista de fugas durante a noite que está sempre mais confortável atrás de um voltante. Shannon (Cranston) gerencia Driver em seus dois trabalhos e, de olho no talento do rapaz, propõe a Bernie Rose que financie seus planos para montar um carro para Driver concorrer nas pistas de Stock Car, já que Driver é um excelente profissional. Mas, posteriormente, a vida do jovem Diver muda rapidamente ao conhecer Irene( Mulligan), por quem se apaixona. 


Ao encontrá-la de novo, Driver oferece uma carona após descobrir que o carro da moça havia quebrado e, à partir daí, tem sua rotina alterada, alternando entre levar Irene à seu emprego de garçonete e cuidar de Benicio, filho da moça. Quando Standard (Isaacs), o marido de Irene, sai da prisão mais cedo por bom comportamento, Driver se vê obrigado a sair de sua vida e respeitar sua decisão de manter a família unida. Até que um dia, ao encontrar Standard caído sobre uma poça de sangue com um amedrontado Benicio ao seu lado, ele se vê de volta à vida de Irene e envolto em problemas.

Ficha Técnica
Diretor: Nicolas Winding Refn
Elenco: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, Albert Brooks, Oscar Isaac, Christina Hendricks, Ron Perlman, Kaden Leos, Jeff Wolfe, James Biberi
Produção: Michel Litvak, John Palermo, Marc Platt, Gigi Pritzker, Adam Siegel
Roteiro: Hossein Amini
Fotografia: Newton Thomas Sigel
Trilha Sonora: Cliff Martinez
Duração: 100 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Bold Films / Odd Lot Entertainment / Marc Platt Productions / Seed Productions / Drive Film Holdings / Motel Movies

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Um amor verdadeiro?

por Almir Moreira

O filme “Não me abandone jamais” (Never let me go) é dirigido por Mark Romanek, famoso por comandar os videoclipes de Madonna.

A produção conta a história de três jovens que têm suas vidas unidas através do colégio Hailsham. No começo do filme é apresentando uma informação “O avanço da ciência médica veio em 1952. Os Médicos agora poderiam curar o incurável. Em 1967, a expectativa de vida passa dos 100 anos”. É a primeira dica que o filme não é sobre um triângulo amoroso.  A história é narrada por Kathy H, interpretado por Carey Mulligan. O início do filme é a apresentação dos personagens ainda crianças, por volta de 1978.

Tommy é um garoto que sofre insultos constantemente por outros alunos, até que Kathy se aproxima dele, e se tornam amigos, contrariando outros colegas. Em um determinado momento do filme, Tommy dá a ela uma fita cassete com a música Never let me go, título do filme.

Ruth, antes considerada sua grande amiga, percebe que Kathy está apaixonada e beija Tommy. Começa aí a solidão de Kathy. Em Hailsham os alunos são incentivados a fazer pinturas que podem ser escolhidas para ficarem à mostra na galeria da Madame, que vai em alguns dias analisar as pinturas dos alunos.
Chega então, a nova tutora, Miss Lucy, que faz um discurso para os alunos dizendo que a maioria das pessoas podem se tornar o que quiser quando crescer: atores, motoristas, etc ... Mas não eles. Eles são doadores e não chegarão nem mesmo à meia idade. Isso deixa os alunos assustados. O enredo pula para 1985. Eles já saíram de Hailsham, têm 18 anos e mudam-se para os chalés. Ruth e Tommy ainda continuam juntos, e Kathy é obrigada a conviver junto com eles.

Um certo momento, Kathy vai caminhar no bosque e Tommy a acompanha, conversando sobre a possível existência de um adiamento das doações se ficar comprovado um amor verdadeiro entre os doadores. O modo para comprovar essa paixão era através das pinturas que eles produziram em Hailsham.

É aí que o filme começa a ter significados mais diretos. Certo dia, Ruth diz a Kathy que o casal de amigos que convivem com eles nos Chalés encontrou uma mulher que poderia ser sua “Original”. O espectador começa a montar o quebra cabeça do filme: os alunos de Hailsham são clones de pessoas normais, e só nasceram para doar órgãos, dando sentido a frase inicial do filme, que mostra um mundo livre de doenças. Há, também, outra opção para retardar o início da doação: Ser assistente. E é o que Kathy escolhe. Ela trabalha em um hospital onde acaba encontrando Ruth, depois de 10 anos sem se verem.

Elas decidem encontrar Tommy, que também já fez duas doações caminhando para a terceira. Então, inesperadamente, Ruth em uma tentativa de reparar o erro de separar os dois, entrega a Kathy e Tommy o endereço de Madame, a dona da galeria de artes que visitava o colégio.

Assim eles poderiam ficar mais tempo juntos, através do amor verdadeiro entre eles. Ao chagarem na casa da Madame, eles encontram a antiga diretora de Hailsahm. Ela diz que aquilo só passava de um boato. Na verdade, eles faziam as crianças desenharam somente para saber se eles tinham alma. 


O filme Never let me go é uma produção ousada, que instiga os espectadores para um final surpreendente. Vale a pena assistir.

Ficha Técnica

Título original:Never Let Me Go
Gênero:Ficção Científica
Duração:1 hr 43 min
Ano de lançamento: 2010
Direção: Mark Romanek
Roteiro: Alex Garland, baseado no livro de Kazuo Ishiguro
Produção: Andrew Macdonald e Allon Reich
Música: Rachel Portman
Fotografia: Rachel Portman
                                        

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sebastian e seu mundo descontrolado

por Almir Moreira


Sebbe foi uma grande produção que participou do 60º Festival de Berlin no ano de 2010. A produção sueca reflete uma visão oculta de jovens pobres em países ricos, que passam por problemas de alcoolismo e falta de emprego dentro da família

Sebbe é um filme dramático que conta a história de um jovem de 15 anos, Sebastian (Sebbe), interpretado divinamente pelo ator Kenny Wahlbrink. Sebbe mora com sua mãe em um pequeno apartamento para duas pessoas.
O jovem em grande parte do filme aparece recolhendo lixo e componentes eletrônicos, e com esses restos, constrói novos objetos, inclusive um motor para sua antiga bicicleta. 

Sebastian é um garoto tímido, que sofre constantemente agressões pelos colegas de colégio, quando não pelo seu vizinho que o agride sexualmente. Sebastian também sofre problemas em casa, já que possui uma mãe, Eva (Eva Melander) bipolar, que em certos momentos lhe dá carinho e em outros o insulta.



A favor: O filme possui uma fotografia ótima, a temática também é surpreendente e nos faz repensar sobre nossas atitudes. Reflete o mundo oculto de grandes famílias que moram em países ricos e vivem essa disparidade de ambientes.

Contra: Apesar de ser um filme com ótimas adequações, o desenrolar se torna lento e cansativo para quem o assiste.

Ficha Técnica:
Gênero: Drama
Ano: 2010
País: Suécia
Duração: 80 min
Direção e Roteiro: Babak Najafi

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

O amor contemporâneo com vodka

por Almir Moreira


Amores Imaginários – (Lês Amours Imaginaires)
O filme amores imaginários é uma produção com direção do canadense Xavier Dolan, que também interpreta um dos atores principais que é homossexual.

 A produção é baseada na história de dois amigos: Francis (Xavier Dolan) e Marie (Monia Chokri), que acabam tendo problemas na relação quando se encantam pelo belo Nicolas, interpretado por Niels Schneider. O filme se passa em Montreal, onde os jovens da cidade grande acabam conhecendo um rapaz vindo do interior que possui belos traços, cabo loiro enrolado, branco e de olhos verdes.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Orações Para Bob

Por Almir Moreira

O filme Orações para Bob é uma produção norte americana com direção de Russell Mulcahy, que traduz a realidade de inúmeros jovens que passam por problemas diante de sua escolha sexual. A atriz Sigourney Weaver interpreta a mãe religiosa que segue à risca todas as palavras contidas na bíblia. Quando Bobby, seu filho do meio, revela ser gay, ela imediatamente o leva para se tratar através de terapias e cultos religiosos com intuito de “curá-lo” os levando para um futuro repleto de surpresas. A produção foi baseada em fatos reais.
“Eu não tenho um filho gay”. Esta foi uma das últimas frases que Mary (Sigourney Weaver) disse para seu filho, Bobby (Ryan Kelley). Logo em seguida o jovem comete suicídio pulando de uma ponte aos 20 anos de idade. A mãe acreditava que gays são pessoas que fazem sexo em banheiros públicos, depravados suscetíveis a qualquer tentação carnal e que são assim porque escolheram. Este é o pensamento de sua mãe, como também de muitas pessoas pelo mundo todo.
As produções audiovisuais, a meu ver, nunca conseguiram reproduzir um filme com tamanha sensibilidade e veracidade do que realmente acontece.

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